Entenda alguns dos principais regimes tributários brasileiros Confira, de forma simplificada, os impostos que você deve pagar nos principais regimes tributários brasileiros.

Redação

Por Redação

Entenda alguns dos principais regimes tributários brasileiros

Lidar com a legislação brasileira não é uma tarefa atrativa para a maioria das pessoas, já que estamos falando de um conteúdo extremamente complexo, cheio de detalhes. Um bom exemplo são os impostos que cercam a sua empresa. Muitos empreendedores passam por dificuldades por não entender os diversos regimes tributários a que estão submetidos. É um assunto que demanda muita atenção, pois é decisivo para o sucesso ou fracasso do seu negócio.

A missão da postagem de hoje é facilitar o entendimento acerca dos tributos que você deve pagar. Confira!

MEI: Microempreendedor Individual

O MEI foi introduzido no ordenamento tributário brasileiro com o intuito de trazer para a legalidade os empresários que atuam em pequenos negócios. Como o próprio nome diz, o empreendedor deve atuar individualmente, sem sócios. Porém, é permitido a contratação de, no máximo, um empregado. Outro critério importante para esse regime é que o faturamento não poderá ultrapassar a quantia de R$81.000,00 anualmente. Quanto ao pagamento de tributos, o MEI é isento da maioria dos impostos e contribuições federais, pagando uma quantia fixa mensal referente a INSS, ICMS e ISS.

Veja mais: Entenda como funciona o ICMS e seu sistema de crédito

Simples Nacional

O Simples Nacional, voltado para as micro e pequenas empresas, é o mais peculiar dos regimes tributários. Consiste em resumir o pagamento de todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia. Para optar por essa sistemática de cálculo, sua empresa deve exercer uma das atividades permitidas a esse sistema, faturar até R$3.600.000,00 por ano e obedecer aos vários critérios definidos na Lei Complementar nº 123/2006. As alíquotas de pagamento estão estabelecidas em tabelas vinculadas à atividade de sua empresa, variando conforme o que você faturou dentro dos últimos 12 meses.

Veja mais: Tabelas do Simples Nacional

Lucro Presumido

A base do lucro presumido são as chamadas alíquotas de presunção, que vão afetar o cálculo do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido). O fisco, a partir do faturamento de sua empresa, estima o quanto foi o seu lucro baseado na atividade exercida. Empresas de comércio, por exemplo, aplicam 8% no valor faturado para definir a base de cálculo do IRPJ e 12% para a CSLL, seguindo a alíquota básica desses tributos após encontrada a presunção do lucro do período. Demais tributos, como o PIS, a COFINS, ICMS e ISS seguem suas legislações originais.

Veja mais: Tributos, impostos, taxas e contribuições: conheça as diferenças

Lucro Real

O lucro real é o mais complexo e exigente dos regimes tributários. Você é obrigado a comprovar o lucro - ou prejuízo - de sua empresa através de apuração contábil. Todas as receitas e despesas do período são confrontadas para definir, na DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), o resultado do período, que é a base de cálculo para o IRPJ e a CSLL. Esse resultado é ajustado no LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real), conforme as exigências fiscais. Como acontece com o lucro presumido, os demais tributos seguem as regras de suas próprias legislações.

Deve ser dedicado o máximo de atenção ao momento de optar por um dos regimes tributários. O cenário deve ser considerado como um todo, pois existem outras variáveis além do faturamento que podem influenciar no valor a ser pago em tributos. Não esqueça que o fisco considera o regime de competência para definir o quanto sua empresa apurou. Esteja alinhado com seu contador para ficar por dentro dos detalhes e atingir os maiores lucros possíveis.

Veja mais: Regime de caixa e regime de competência: entenda as diferenças

Deixe um comentário aqui se tiver alguma dúvida dentro do assunto da postagem, combinado?